VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS


 Este blog esta sendo republicado em chicoscarpini.wordpress.com

Bem vindo.

1) Este blog é um espaço para divulgação dos meus trabalhos autorais - ilustrações, textos, músicas... Sou um artista digital, ilustrador, compositor, cantor, músico... AUTODIDATA.
2) A maioria das ILUSTRAÇÕES abaixo são vetoriais, desenhadas diretamente com o mouse ou Tablet gráfica. Utilizo: ILLUSTRATOR, PHOTOSHOP, COREL...
Há também desenhos 'tradicionais', em aquarela, esferográfica, nanquim, canetinha e outras técnicas.
3) Os TEXTOS, são tentativas de lavar a alma, com muita cara de pau.
4) As MÚSICAS são inéditas, detalhes em: VCSC.COM.BR
5) Não há um formato, ordem, tema, ou qualquer obrigação específica quanto aos assuntos abordados. Nem as assinaturas dos desenhos são iguais o tempo todo. Tudo aqui tem a lógica da inspiração que acontece, que pode acontecer, que tem acontecido e que já aconteceu.

Contato:     robertoscarpini@hotmail.com   Facebook Chico Scarpini    Twitter Chico Scarpini    You Tube Chico Scarpini 

Obrigado pela visita

CHICO SCARPINI 

(*) ATENÇÃOTodo o conteúdo deste blog (textos, desenhos, vídeos, músicas...), É ORIGINAL e esta registrado em nome do autor.



Escrito por Chico Scarpini às 22h08
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2º ATO

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 22h05
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1º ATO

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 22h05
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PENSATA

Voa cabeça,
aconteça, enobreça,
envaideça.

Voa cabeça,
amoleça, esmoreça,
entristeça.

Voa cabeça,
arrefeça, desestabeleça.

Esqueça (se for capaz),
apareça (quando quiser),
desapareça (de repente).



Escrito por Chico Scarpini às 10h26
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NO CHUPACABRAS

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 09h31
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FERIDA

Confundo as feridas,
minha autoria a maioria.

Nasci ferindo,
nem sabia como.

Nasci ferido,
só por ter nascido.

Ferindo, ferido,
o tempo todo.

Caçando palavras,
juntando pedaços.

Cutucando quem feria,
cutucado onde não podia.

Caçando palavras,
perdendo a conta.

Na barriga do mundo,
até a última ferida.



Escrito por Chico Scarpini às 09h24
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LÚCIFER E MIGUEL

lllustrator

"Miguel, que vem do hebraico "Quem é como Deus?" ou "Quem é igual a Deus?". São Miguel foi descrito..."



Escrito por Chico Scarpini às 11h15
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O VELHO NOVATO

 

Mal ficou bom e já não se sente muito bem, tão mau que era o velho novato. 

 



Escrito por Chico Scarpini às 11h08
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TOTÓ

lllustrator



Escrito por Chico Scarpini às 22h00
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ORA

Quando rezo, apesar de quase ateu (graças a Deus), humildemente, peço a paz que sente, uma criança chupando o dedão. 



Escrito por Chico Scarpini às 21h58
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OCO

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 15h25
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OLHO MÁGICO

Falo com portas, que me consideram porta.
Que esfregam na minha cara, cada vez mais de carne que de pau:
O quanto estou sozinho, o quanto não caminhei, o quanto é longe aquela estrela...
Como é duro falar com portas, que me consideram porta.



Escrito por Chico Scarpini às 10h29
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VEREDICTUM

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 10h29
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CHIC IN THE LAST

A verdadeira arte não existe, vai existindo, nascendo e morrendo no olhar, no coração e na alma (para quem acredita em alma), de quem acha que consegue sentir o que é arte. Uma colagem de sensações, cada uma no seu momento, que acontece na velocidade do tempo e só pode ser contemplada na lembrança.



Escrito por Chico Scarpini às 08h56
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USBrain

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 22h04
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VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS

 

Só com sapatos muito confortáveis para aguentar o tranco do grande baile que é a vida. 

vcsc.com.br



Escrito por Chico Scarpini às 11h27
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GRAN CIRCUS HOLIDAY

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 11h26
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INTERNO

Só, independente das aparências. Absorvido para outro mundo, o tempo todo. Um universo particular, com as mais variadas temperaturas, onde não controlo absolutamente nada. Lá, anjos e demônios andam soltos.



Escrito por Chico Scarpini às 11h23
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MILES

Bamboo+Illustrator

"Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz..."




Escrito por Chico Scarpini às 13h54
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ETÉREO

No final das contas, tudo é lembrança.
A que dói, a que ri,  a que esquece, a que inventa, a que canta, que tenta, que senta, lamenta...
E a que vão ter de você.



Escrito por Chico Scarpini às 12h56
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CORLEONE SOCIAL CLUB

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 23h25
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BEM MAIS DO QUE VALE A PENA

Penso,
que talvez, perdão, pedir não sei,
pois medo tenho de um não, talvez,
que se não, perdão conseguir, doer vai,
bem mais do que vale a pena pedir

Eu sei
que erro tenho mais que cabe em mim,
amor também, um tanto que nunca tem fim,
que se não, merece perdão, doer vai,
bem mais do que vale a pena pedir,
perdão.

 

Para a minha Buniteza.



Escrito por Chico Scarpini às 10h49
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UM MACACO

Esferográfica+Illustrator+Photoshop

Inspirado em Mizaru, Kikazaru, Iwazaru: Os 3 macacos sábios

futuro do 'Politicamente Correto', lembra muito sobre a 'verdade' imposta pelo  'ministério da verdade', no livro 1984 de George Orwell .



Escrito por Chico Scarpini às 09h17
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PASSATEMPO

Uma nova vida, sempre.
Morre a velha, vive a nova, viva a nova.
Perecível, obviamente.
Cada coisa, cada ser, cada história, cada verso.
Esta é a grande justiça. A única justiça.
O resto, é passatempo.



Escrito por Chico Scarpini às 19h22
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DON'T SMOKE IN LILIPUT

Illustrator

Liliput é uma ilha fictícia do romance As viagens de Gulliver...



Escrito por Chico Scarpini às 12h54
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PARÁBOLA

Enquanto os carros
quebram lá fora,
da janela do meu quarto,
escarro o pigarro,
da poeira que outrora,
morava aqui dentro,
e agora, neste exato momento,
vôa feliz para o mundo. 

Enquanto os prédios
caem lá fora,
da janela do meu carro,
escarro o pigarro,
da poeira que outrora,
morava aqui dentro,
e agora, neste exato momento,
vôa feliz para o mundo. 


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Escrito por Chico Scarpini às 10h06
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Mr. Roll - da série 'ÁGUA DA FONTE'

Bamboo+Illustrator

"Mick é o Rock, eu sou o Roll", diz Keith Richards no documentário "Exile On Main Street"




Escrito por Chico Scarpini às 18h24
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stereoTIPOS - Carlinhos

Carlinhos não faz nada. Quer dizer, ele come, bebe, dorme , faz cocô, xixi, assiste TV e joga vídeo game. É assim desde a época do Telejogo, do Odissey, do Atari. Quando surgiu o seu primeiro tufo de cabelos brancos, pensou em mudar de vida, mas decidiu mudar de jogo, ou melhor, de console. Hoje ostenta um Playstation 3, que ganhou no último dia das crianças da sua mãe.

Carlinhos acorda tarde, raramente tira o pijama ou sai do quarto. Gosta de futebol, mas nunca foi a um estádio, já namorou, mas a sua namorada não se dava bem com a sua mãe e resolveu ir embora. Seus pais são funcionários públicos aposentados, dormem em camas e quartos separados a mais de 10 anos e nunca brigaram na sua frente.  

Carlinhos adora a sua cadelinha de estimação, que a mãe trata, chamada Suzy. As vezes ela dorme na sua cama. Brincam e passam muito tempo juntos. Carlinhos também guarda todos os carrinhos que ganhou na infância, tem os álbuns de figurinha STAMP COLOR e PAULISTINHA completos e não deixa ninguém mexer no seu FALCOM. É um menino muito educado, respeitador de pai e mãe, adora suas tias, seus tios, seus avós e raramente fala palavrão, um amor de menino.

 

stereoTIPOS é uma série de textos que criei para retratar alguns perfís. São pessoas que de alguma forma conhecemos, fictícios pero no mucho. É inspirado em ilustrações do cartunista ANGELI na época da revista Chiclete com Banana, não lembro o nome da sessão na revista, mas sei que retratava tipos urbanos da época como o 'DARK', o 'PUNK', alguma coisa assim.

 



Escrito por Chico Scarpini às 18h03
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500 ÍCONES

Illustrator

Arte criada para o Fiat Idea Fixa. Tema sobre o Fiat Cinquecento.



Escrito por Chico Scarpini às 17h53
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JAUAPERI

Ontem passei na minha antiga rua, deu saudade.
Fui atropelado pelo caminhão do passado.
Lembrei dos sons, das cores, dos cheiros, da velocidade e até da temperatura daquele tempo, daquele lugar e daquele tamanho que eu tinha.
Que mundo gigante!
Como eram bonitas as casas, até as mais simples, como eram baixos os muros, como eram largas as calçadas.
Como eram divertidas as nossas tardes, até as mais nubladas, como era grande a nossa turma, como era gigante o nosso sonho.
Hoje é bom, hoje é ruim, hoje é maravilhoso. Mas, só será um caminhão, amanhã.



Escrito por Chico Scarpini às 17h44
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QUE CIDADE EU SOU?

Bamboo+Illustrator

Esta é a arte da capa do single da música 'MIGRANTE'. 

MIGRANTE (Chico Scarpini/Caio Andrade) Convidado especial: Evandro Camperom. Mais músicas do projeto VCSC, aqui.

 



Escrito por Chico Scarpini às 20h58
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MIGRANTE

Qual o nome da cidade, qual o tamanho dela?
São tantas ruas, rios, pontes, casas, favelas

Qual o nome da cidade, onde ninguém te espera?
É tanta gente correndo em direção a panela

Qual o nome da cidade, sou uma cidade bela?
com sorriso e choro, e a boca aberta banguela

Qual o nome da cidade, sozinho a luz de velas
Sou uma saudade louca,  uma saudade eterna

Que cidade eu sou?
quem é que mora nela?

Que cidade eu sou?
sou uma saudade dela

Qual o nome da cidade, qual o tamanho dela?
São tantas ruas, rios, pontes, prédios, sujas vielas

Qual o nome da cidade, espera, eterna espera
Com avalanche no morro e água pela janela

Qual o nome da cidade, quanta fumaça há nela
o escapamento do carro, cigarro e a chaminé

Qual o nome da cidade, o que a cidade é?
O que a cidade virou, o que a cidade quer?
 

Esta é a letra da próxima música que fará parte do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase final de gravação. Conheça o projeto aqui.



Escrito por Chico Scarpini às 11h09
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BATE CARA

Bic+Photoshop

Brasília é a capital federal...

 


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Escrito por Chico Scarpini às 16h56
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ERRARE

Bem vindo ao mundo, 
ser que falha

Por mais falso que você seja, 
seja sempre bem vindo

Falhe a vontade, 
não tenha pressa e nem vergonha de nada

Falhe no cálculo, 
no caráter e na palavra

Falhe na atitude, 
no julgamento ou na passada

Falhe por culpa, 
ou por causa de nada

Falhe na ajuda, 
na cura ou na virada

Falhe na falha, 
falhe o que valha

Falhe no jogo,
falhe pela medalha

Só não falhe da vida dos outros,
esses não valem, da vida, o que se fale


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Escrito por Chico Scarpini às 16h47
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ORAÇÃO

Illustrator

Oração by vcsc

Tô a toa, tô de qualquer jeito

Empurrado pelo vento, dentro um nó no peito

Tento, canto, qualquer tento

Sento pois sinto que demorará

Penso cinza e peço a Deus

Por amor, vem me salvar (bis)


Rezo e morro, falo um palavrão
Cavo um buraco novo, que vai para o Japão

Grito seu nome, rasgo minha roupa e solto os meus cachorros

E peço tudo de novo (bis)

Pois só quero da vida algo que de paz no meu coração

Alguma coisa que transforme a sarjeta em bichinho de estimação

Peço que a noite eu adormeça, um lindo sonho aconteça:

Uma criança chupando o dedão

 

Photoshop

Esta é a arte da capa do single da música 'Oração'. Conheça também o site que apresenta o projeto musical VCSC aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 18h38
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Esta é a mais nova música do projeto VCSC - Música criada a partir do conteúdo deste Blog. 

Giramundo (Só assim vou te entender) by vcsc



Escrito por Chico Scarpini às 18h58
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TEQUIEROS

Illustrator

Esta ilustração, foi criada para ser o logotipo da banda Tequieros, grupo paulista que forma a base do projeto musical VCSC


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Escrito por Chico Scarpini às 20h45
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TORNADO

Tudo, caminhando na velocidade de Darwin
De repente, um sopro
tudo muda de lugar
tudo?

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Escrito por Chico Scarpini às 18h45
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SILVERTAPE

Illustrator+bamboo


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Escrito por Chico Scarpini às 18h55
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CANÇÃO DO AR

Um beijo, um queijo,  é uma rima tão simples (tá no ar)

É só sentir e pegar (sem pensar)
Usar palavras do ar para rimar e montar a canção do tum do meu coração

Num desejo, te vejo (imagens do ar) 
Te sentir sem pegar,  te abraçar sem tocar, te olhar sem piscar, te beijar sem molhar

Com as imagens rimar e montar a canção do tum do meu coração

Ai que saudade do meu amor
Esse balanço é pra você
Com as palavras do ar rimo amor com flor
Pra dar de presente pro meu amor

Ai que saudade do meu amor
Esse balanço é pra você
Com as imagens do ar rimo amor com flor
Pra dar de presente pro meu amor

 

Ouça esta música em www.vcsc.com.br



Escrito por Chico Scarpini às 12h49
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RUÍDO


Bamboo+Illustrator

Esta é a arte da capa do single da música 'Canção do ar'. Dia 25/11/2011 estará diponível para download aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 11h59
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Ó (Corrupto)

Se eu te pego, eu te bato, te capo, te rapo, te faço
te transformo em sapato, te esfolo, te taco no mato
te penduro no laço, te raspo, te racho no taco
te torturo com a pena de baixo do braço

Se eu te pego, te achato, te corto, te rasgo com um caco
te arrebento, te marco, te arco, te ponho no tacho
te enveneno, te espremo, te arranco fiapo a fiapo
te costuro, te esfolo, degolo e do meio te racho

Se eu te pego, quebro em mil pedaços, te amasso, te asso
corto fora seu saco, te queimo, te passo, te escracho

Ó, corrupto, se eu te pego, ó

Ó, corrupto, se eu te pego, ó
Vai dar dó

Esta é a letra da música 'Ó'. Conheça o site do album VCSC aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 15h54
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Ó (Corrupto)

Illustrator

Esta é a arte da capa do single da música 'Ó'. Dia 15/10/2011 estará diponível para download aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 08h54
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GAROA

Eu acordei às quinze pras sete, 

o sol tava lá fora doido pra me esquentar 

Dia bonito, um sonho lindo eu tive até a hora de me levantar

Mas de repente, bem mais que de repente, 

veio a tona aquele amor que já passou, 

aquele amor, que me deixou na lona, eu fiquei triste, 

bem mais que muito triste e o sol apagou


Pintou garoa


Pulei da cama acendi um cigarro, 

olhei pro calendário antes de tomar o meu café, 

Eu já sabia, pois tava marcado, seu aniversário, 

na folhinha da oficina do Zé 

E de repente, bem mais que de repente 

eu me lembrei do mesmo dia, do ano que passou, 

eu tentei disfarçar mas não deu certo lembrar tanta 

alegria, até o meu cachorro chorou


Foi pra garoa


Eu só queria te ligar, 

te desejar mil maravilhas, 

muitas praias e folias , 

te parabenizar

 

Esta é a letra da música 'Garoa'. Conheça o site do album VCSC aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 08h51
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QUINZE PRAS SETE

Illustrator+Bamboo+Photoshop



Escrito por Chico Scarpini às 08h39
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OUVI FALAR

Ouvi falar tantas coisas,
pensei outras tantas,
confundi a cabeça, comecei tropeçar.

Esqueci o endereço,
me perdi no caminho
me virando sozinho, tentei chegar lá.

Quando eu olhava pros lados,
tanta gente passando,
de um canto pro outro,
tentei não trombar.

E assim fui levando,
batendo e apanhando,
arranhado e arranhando,
aprendendo a sambar.

Tentando mais um caminho,
sem saber o destino,
algumas vezes sorrindo,
caminhando e tentando, tentar chegar lá.

Ouvi falar, que vive bem quem tem muito, muito, muito amor para dar
E também quem tem muita, muita, muita grana para gastar

o resto é caminhar.



Escrito por Chico Scarpini às 08h39
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ORA QUE MELHORA

Illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 10h21
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insPIRAÇÃO - Acaso

Que o acaso venha a toa e dê uma nova chance a quem perdoa.


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Escrito por Chico Scarpini às 07h53
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ZINZA

Illustrator+Bamboo+Photoshop


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Escrito por Chico Scarpini às 16h03
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HOJE

Amo hoje como nunca amei na vida.

Ontem, posso até ter gritado, esperneado, chorado. Era amor? Não sei, mas tenho certeza que não era hoje.

Antes de ontem, minha alma pode ter ficado daltônica, meu coração ressecado e minhas lágrimas em carne viva. Era amor? Não sei, mas tenho certeza absoluta que não era hoje.

Semana passada, sobrevivi a explosão de uma supernova, conheci o centro de uma galáxia e cheguei a ficar cego com um quasar. Era amor? Não sei, mas tenho certeza mais do que absoluta, que semana passada, faz muito tempo para um coração que ama hoje, como nunca amou na vida.

(*) Para a mãe do Pedro.



Escrito por Chico Scarpini às 12h16
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GIRAMUNDO

Illustrator+Bamboo


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Escrito por Chico Scarpini às 20h56
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QUANDO A MARÉ VIROU (CONTO SOBRE UM POBRE PAULISTA) - Da série 'Qualquer Conto'

Segunda-feira, cinco da matina, muito trânsito em São Paulo. No meu carro, no lugar do som, um baita buraco no painel,  a porta arrombada e a lembrança da mãe do filho da puta do arrombado do ladrão que fez aquela merda toda. Que raiva!

 
Maldita hora que não guardei o carro enquanto estava na casa da Miriam, bem que o seu Cleber avisou:
-Coloca esse carro pra dentro, aqui a barra é pesada meu filho.
-Esquenta não seu Cleber, a barra esta pesada em todo lugar. 

Eu sempre guardava o carro, naquele dia, não estava a fim.
-Menino?
-Esse carro é protegido, levei a chave até a Aparecida do Norte, o padre benzeu. Deixa os santos trabalharem, eles estão bem descansados, não vai acontecer nada meu sogro. Vamos assistir o jogo, que já esta começando.
 
A partir daquele momento, alguma coisa virou. Não sei, parece que  o universo começou a me testar: Meu time perdeu, a Miriam ‘encontrou’ um recado de uma amiga do trabalho no meu celular e começou a quebrar um puta pau, a D. Ângela, que sempre me defendeu, ficou do lado dela, o Antonio, cachorro velho e cego, que sempre ficava na boa, começou a latir sem parar da garagem, e o seu Cleber, bem mais chapado que o normal, roncava no sofá feito um porco, feito um porco não, feito um chiqueiro inteiro. Ele sempre ia pra cama quando chapava, desta vez resolveu hibernar na sala. Aquilo era um sinal, eu deveria ter percebido.

A discussão continuou por mais de uma hora e depois de muitos arremessos de sapatos, cinzeiros, porta-retratos e até uma banqueta, a coisa deu uma acalmada. O clima continuou esquisito, mas paramos de ‘falar’ sobre o assunto, fomos dar uma volta na rua, voltamos, começamos a assistir TV. Trégua.
 
Quando começou a tocar a músiquinha do Fantástico, levantei do sofá, peguei minha carteira e a chave em cima da mesinha da sala e fui com a Míriam para o carro me despedir, quando tive a desagradável surpresa em descobrir o motivo dos latidos do Antonio, a porta do meu carro estava arrombada, o painel detonado e o som, quer dizer, a 'bunda' do som , já era. Fiquei só com a carinha do aparelho, que , no impulso da raiva que estava sentindo, espatifei no chão e triturei com os pés enquanto gritava feito um louco, “LADRÃO FILHO DA PUTA! Vai  trocar o meu som por pedra de crack na boca! Tomara que tenha uma overdose!”. Foi foda. Um som novinho, paguei a  primeira parcela este mês, tinha mp3, entrada USB, controle remoto e os cambau. Ajeitei o que dava e fui pra casa, acabei nem me despedindo direito da Miriam.

...x...

No caminho, como era hábito, parei no posto do Seu Osmar, pedi ao Zé pra completar, mas a porcaria da chave do tanque resolveu não abrir. Hoje, definitivamente não era o dia, quer dizer, não era a noite. Tentei de tudo, chamamos outros frentistas, alguns clientes, a moça da floricultura, o cara do cachorro quente, o flanelinha... nada. A chave não entrava até o fim, consequentemente não abria porra nenhuma de tanque. Tentamos de todas as formas, com jeitinho, sem jeitinho, no grampo, na bota... nada dava certo. Tive que arrumar um chaveiro, no caso um amigo do primo da noiva do Zé, ‘um cabra muito bom’  segundo ele, 'barato e bom'. Eu não tinha muita opção, o tanque estava na reserva, se não abrisse, não chegaria em casa, estava no meio do caminho.

O cara chegou e foi direto abrir o tanque. Demorou muito pra chegar, umas 2 horas, mas arrumou rapidinho. Disse que algum espírito de porco encheu o buraquinho, onde entra a chave, com palito de dentes. Tive que morrer com R$100,00 pro chaveiro, paguei com a penúltima folha do talão de cheques, nem reclamei, queria ir embora. A gasolina, paguei com a última.

Continuei o meu retorno pra casa, peguei a marginal e fui embora, estava começando a desencanar da porta, do painel, do rádio roubado, do palitinho na tampa do tanque, da grana extra que tive que gastar com o chaveiro, da discussão com a Miriam, estava conseguindo desligar dos assuntos sórdidos, o carro rodava a 100, 110km por hora, tranquilo, de repente, comecei a passar por buracos, do nada, enormes. Eles não estavam ali ontem? Eram uma péssima novidade que tive que engolir, mais uma. Fui reduzindo, reduzindo, o trânsito ficando lento, muito lento, até parar. Parar total mesmo. Cachorro fazendo xixi na roda. Algo muito estranho pra aquele horário, mesmo em São Paulo. Eu estava muito cansado e começando a ficar muito nervoso novamente, agora, por causa do rush em pleno começo de madrugada no meio da marginal. Aquele monte de cratera, aquele monte de gente com cara de bosta e nenhuma explicação, nenhuma notícia no rádio, no caso, no rádio do carro do cara do lado, um bigodudo de camiseta regata branca com furinhos nas costas, que ficava buscando, num volume absurdo, notícias referentes aquele trânsito. Ele olhou pro meu carro e deu risada.

...x...

É engraçado a quantidade de gente que surge de repente, com os mais variados artigos nestas horas de trânsito intenso. A coisa vira uma feira ao ar livre. Mesmo em plena madrugada de domingo pra segunda. É neguinho vendendo amendoim, drops, bala, chocolate, carregador de celular, DVD pirata e um monte de outras tranqueiras. De repente, o céu começou a ficar escuro, um trovão, um raio e os primeiros pingos que logo se transformaram em uma chuva daquelas. Como num passe de mágica, o cara que vendia carregador de celular, passou a vender capa de chuva, o cara do amendoim, agora vendia guarda chuva, um outro, luva de borracha, roupa de borracha, pé de pato, devia ter até submarino. Imagina a cena, marginal parada e cheia de buracos, que após a chuva se transformaram em lagos, um mercado de peixe inteirinho gritando na sua orelha, o painel do carro arrombado, a porta torta, o bolso vazio, e agora o celular.

...x…

Era tarde e precisava ligar em casa para avisar o pessoal sobre a maré de azar que tomou a minha vida nas últimas horas. O pessoal é preocupado, minha mãe já tem a idade avançada, moramos eu, ela e uma irmã mais velha, quer dizer, uma irmã bem mais velha e chata. Mas o celular sumiu, do nada, de repente, sem aviso e justamente no meio daquele caos. Hoje, definitivamente, era o dia de pagar pecado. Se caísse um raio naquela marginal, com certeza seria em cima do meu carro, não iria estranhar, na realidade iria agradecer por não ser diretamente na minha cabeça. 

Escutei no rádio do carro do meu, agora amigo, Josemar, a notícia que a marginal teve uma de suas pontes danificadas, mais precisamente a do Limão. Não sabiam ainda o motivo, mas não havia muito o que fazer,  o negócio foi esperar. Tudo bem, três horas, quarenta e nove minutos, trinta e cinco, trinta e seis, trinta e sete... segundos na marginal, completamente parada. Uma maravilha! Rolou até uma 'chuvinha' pra refrescar. Viva a natureza, que beleza. O que mais esperar? uma bala perdida!? Só tenho a agradecer. Incrível! Obrigado meu anjo da guarda.

...x…


O sol estava raiando quando a marginal resolveu dar sinal de vida. Até que enfim a ponte estava arrumada. Neste momento, não queria saber de mais nada, nada do rádio roubado, nada da minha família, nada da fome que sentia, da grana, da chave do tanque, do celular, da Miriam, do chefe. Estava apenas contemplando os primeiros momentos da semana, sem resistir ou criticar as provações que me foram reservadas. Acho que ouvi este conselho de algum locutor no rádio do Josemar. Que bela segunda-feira, que bela manhã, que belo sol iluminando todo aquele cocô boiando suavemente junto aos pneus e aos dejetos do rio Tiête.  Que aroma,  que buquê, que espuma branquinha, que melodia exótica sendo executada pelas máquinas ao redor, que sensação bucólica. Nada mais incomodava, nada mais importava. Na minha mente, o vázio dos que meditam, no meu caso, dos que aprenderam a meditar a fórceps. Um vazio que foi sendo calmamente interrompido por uma dúvida, uma singela, inocente, quase infantil, dúvida: Cocô é palavrão?

 



Escrito por Chico Scarpini às 15h33
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GAME OVER

Ilustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 20h13
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MULEQUE

Não sabe nada, um anjo sem lar
ta na roubada, foi largado na rua, apimentaram sua boca, zoaram o seu chinelo, fizeram ele chorar
 
Calçada é dura, tempo faz acostumar
Já foi bonito só que socaram sua cara, arrancaram todos os dentes, lhe deram um lindo presente, fizeram um belo colar
 

Nunca teve azas, seu dono mandou cortar
Sem aza e sem casa, esse anjo endiaba, bagunça a calçada e não pede mais nada, quando a barriga ronca, quando a cabeça ronca, quando a alma ronca
E o coração ronca
 
Pega o Exu, atrás do Belzebu, não deixa ele escapar
Tomem muito cuidado que esse moleque é danado
vai querer se vingar
 
Pega o Exu, atrás do Belzebu, não deixa ele escapar
Tomem muito cuidado que esse moleque é danado
Vive pedindo trocado e eu sei que tem um bocado, um bocado do nosso pecado
E remorso pra nos criar

Esta é a letra de uma música  do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase de pré-produção. Este Blog esta virando um DISCO e um  SHOW. O audio aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 15h01
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MENINO D'ALMA

Corel


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Escrito por Chico Scarpini às 20h13
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CRIANÇA D'ALMA

A criança esta alegre, livre e sorridente,

cara de sapeca, não tem vergonha de nada.

 

Nasceu na cidade do passado,

no país do coração, no planeta d’alma.

 

Corre descalça no quintal da sua casa,

num bairro de periferia, dentro da minha cabeça.

 

Vive brincando e fica com a bochecha vermelha,

quando chamam a sua atenção.


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Escrito por Chico Scarpini às 20h04
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MENINA D'ALMA


Corel


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Escrito por Chico Scarpini às 19h59
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DOM

Qual é o seu desejo, meu desejo?
Me conta logo, pelo amor que tem no que acredita, se é que acredita.
A onde vai dar tudo isso? Toda essa imaterialidade de expectativas que acertam o coração do meu coração.
É muita flecha para uma alma, que já nem sabe se acredita em alma.
Mas sente, meu Deus! Como sente.
Para que serve todo esse dom, se não consigo viver dele? Responde meu Desejo!
Será que o dom foi feito para isso? Ou será meu dom, de uma categoria que não se vive, apenas deseja.
Uma espécie de maldição disfarçada de talento, que rouba das outras coisas que tento fazer, todo o capricho e toda a vontade.
A onde vai dar tudo isso? Você quer que eu enlouqueça? Ou esta é sua forma de me curar?
Me conta logo, pelo amor que tem, e pelo mesmo amor, me ajuda a acreditar.
Qual é o seu desejo, meu Desejo?


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Escrito por Chico Scarpini às 20h11
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ZÓION

Mouse+Illustrator

 



Escrito por Chico Scarpini às 19h06
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MÃE DOS SONHOS

Mãe dos sonhos menina de colo
Te roubo um beijo, me vejo no espelho, espelho,  seus olhos
Te quero, promessa, futuro, distante
Distancia é saudade
 
Mãe dos sonhos seu riso e sua lágrima
Ensinam seu tempo, abrem seu jogo, me contam sua mágica
É mulher criança, brincando com fogo
Sem medo, sem se queimar
 
Se a chama apaga, acende de novo, que vira fogueira
Se a mágica acaba, não liga é só mágica, temos a vida inteira
Se chora é passado, seu brilho é mais forte, força verdadeira
Se canta é sorriso, um sorriso sem mágoa
 
Mãe dos sonhos não me deixe ir embora
Sem que o tempo, avise a hora
Sem saber, se é certo ou não
Querer roubar, em vez de um beijo, o seu coração

Esta é a letra de uma música que fará parte do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase de pré-produção. Este Blog vai se transformar em DISCO e  SHOW. Em breve, o audio aqui.


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Escrito por Chico Scarpini às 16h14
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STUDIO

Rollerball+Photoshop


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Escrito por Chico Scarpini às 21h43
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BABY DON´T GO

Se o seu coração ta doendo, seja o motivo que for
deixa que o tempo te cure meu bem, não pule dai por favor
 
 
É só você ter paciência, calmantes, ou um bom doutor
saudade é coisa da vida também, não faça isso ai por favor
 
 
Não tente curar suas feridas, causando em você mais dor
Enfrente os momentos da vida, não tome isso ai por favor
 
Esqueça quem não te merece, se foi era falta de amor
Esqueça quem sempre te esquece e não merece todo esse rancor

Baby don’t go, baby don’t go (bis)

Esta é a letra de uma música que fará parte do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase de pré-produção. Este Blog vai se transformar em DISCO e  SHOW. Em breve, o audio aqui.


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Escrito por Chico Scarpini às 11h13
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Spiice

Bamboo+SketchBookExpress+Illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 15h32
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SEJA FELIZ AGORA

 by vcsc

Acorda, levanta pro mundo, vai se vestir de coragem
Esquece de tudo, que te deixou na saudade
Levanta essa bola, vê se descola
Reinventa a cidade do jeito que dá
 
Caminha e carrega contigo, a sua felicidade
Não importa o tamanho, o que importa é vontade
Se mexa e balance, seu corpo ta vivo
Não importa onde está
 
Seja feliz agora
Aqui, ali, do Oiapoque a Paris, Berlim, Madri, Bali
Em Gothan City ou no Ceará
 
Seja feliz agora
Em São Paulo ou no Rio, em Tókio ou chuí, Salvador Chernobyl
Em Nova York ou no Pais de Alah

Esta é a letra de uma música que fará parte do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase de pré-produção. Este Blog vai se transformar em DISCO e  SHOW. Em breve, o audio aqui.


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Escrito por Chico Scarpini às 16h16
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GORDOM

Illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 17h36
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A FESTA

Acabou a festa, se é que ela aconteceu algum dia, acho que sim. Não sei, pensei que estava na festa. Acho que era festa, ou a vida acontecendo de alguma forma que não soube interpretar, a não ser como festa. Coisa de maluco. Coisa de quem não tem mais o que fazer. Coisa de quem gosta tanto da festa, que sente mais sofrimento com o seu fim, do que alegria com a sua existência. Coisa de quem não quer voltar para casa. Coisa de quem anda vazio, como um fim de festa, com convidados e até penetras abandonando a bagunça para quem fica, junto com os copos quebrados, os móveis desarrumados, o chão molhado e sujo, cheio de marcas de sapatos, bitucas de cigarro e objetos órfãos. 



Escrito por Chico Scarpini às 10h39
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HAIRDRIX - da série 'ÁGUA DA FONTE'

James Marshall "Jimi" Hendrix foi um guitarrista...

SketchBookExpress+Bamboo


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Escrito por Chico Scarpini às 17h28
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GIRAMUNDO (Só assim vou te entender)

Vida, assim eu te vejo
Louca, quando é madrugada
Triste, quando é fim de festa
Longa, se não vale nada
 
Vida, assim eu te canto
Gosto, dos versos mais curtos
Posso, saber seus segredos
Para não fazer frase errada
 
Eu sei, você não sabe
O que falam por ai
Me conta seus secredos
Pois só assim vou te entender
 
Sabe, tudo
Eu quero mudar, o mundo
 
Sabe, assim meus desejos
Tudo, não vão mudar nada
Muda, não mudou pra vocês?
Mundo...
 
Eu sei, você não sabe
O que falam por ai
Me conta seus secredos
Pois só assim vou te entender
 
Sabe tudo, muda tudo, vira mundo cabeçudo
Cabe tudo, gira tudo, vira mundo cabeludo (bis)

Esta é a letra de uma música que fará parte do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase de pré-produção. Este Blog vai se transformar em DISCO e  SHOW. Em breve, o audio aqui.


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Escrito por Chico Scarpini às 12h16
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FAROL E PANDEIRO

Illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 13h41
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ORAÇÃO

Tô a toa, to de qualquer jeito
Empurrado pelo vento, dentro um nó no peito
Tento, canto, qualquer tento
Sento pois sinto que demorará
Penso cinza e peço a Deus
Por amor, vem me salvar
 
Corro, grito, rezo e morro, falo um palavrão
Cavo um buraco novo, que vai parar lá no Japão
Grito seu nome, rasgo minha roupa e solto meus cachorros
E peço tudo de novo
 
Pois só quero da vida algo que de paz no meu coração
Alguma coisa que transforme a sarjeta em bichinho de estimação
Algo que tire da minha cabeça, que para sempre ela esqueça
O que não tem mais solução
Peço que a noite eu adormeça, um lindo sonho aconteça:
Uma criança chupando o dedão

Esta é a letra de uma música que fará parte do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase de pré-produção. Este Blog vai se transformar em DISCO e  SHOW. Em breve, o audio aqui.


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Escrito por Chico Scarpini às 09h23
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FÉCHION

Nanquim+Photoshop


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Escrito por Chico Scarpini às 16h39
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Dorme

Dorme, dorme menina, dorme tão linda
Meu bem
 
Dorme, dorme querida, dorme tão linda
Neném
 
Tão na paz, tão tudo, tão bem
Dorme em silêncio, no espaço, no além
 
Sonhe brinquedos
Meu anjo
Amém
 
(Para a minha Buniteza)


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Escrito por Chico Scarpini às 15h40
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AU AU

Illustrator

Para o Pedrinho, Pedrada, Pedrão.


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Escrito por Chico Scarpini às 09h15
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A CIDADE ACENDE

A cidade acende, movimentos para todos dos lados. Cores, formas, sons e odores que disfarçam o choro e as lágrimas que escorrem nas canaletas da avenida, transformando seus filhos, liberando desejos. Movimentos que celebram mais um dia que se foi.

Viva a Deusa noite, que começa a nos seduzir, mostrando sua coxa por trás da cortina de fumaça, que sai dos canos da cidade enlouquecida. O show esta começando, teremos muita ação em cada esquina. Viva o brinde que começa a acontecer fácil em todo lugar, afirmando que continuar vivo é um bom negócio, pelo menos por enquanto. Viva os sonhos embriagados. Viva os exageros, autorizados ou  não, pelo estabelecido. Viva o delírio. Viva a lucidez. Viva até quem não brinda. Viva até quem não vive.

Hoje será mais uma noite perfeita. Há monóxido de carbono para todos, há crédito para alguns, as verdadeiras drogas que viciam, gratuitamente, tudo que respira e sonha na cidade que acende. 

O velcro vai colar. Ninguém pode impedir a cidade de mostrar suas luzes à Deusa noite. Há muitos sorrisos no ar, e as damas prometem, mesmo que seja uma grande mentira, elas sempre prometem, e nós acreditamos. 

Temos muitas horas e não estamos sozinhos. Nossa consciência ainda não pesa e sabemos que todos, absolutamente todos, vão ter que rachar a conta no final. Essa é a lei da cidade que acende, este enorme boteco de luxo e de lixo, feito de sonhos e pesadelos, disfarçados de concreto e luz, mais uma noite, imitando a vida.



Escrito por Chico Scarpini às 09h13
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BOTERA

HB+Photoshop


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Escrito por Chico Scarpini às 20h07
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O OCO DO NÃO

É só mais um adeus
nosso enfim despedir
talvez vazio e fatal

O que deixaste encruou
O que levaste é teu
ficou o oco do não

sobrou o seco do fim
Que doeu mais em mim
marcou meu coração

Desprezo que me levou
A pensar mal de ti
com esta pena na mão

Confesso que jamáis pensei
tão cruel assim, nosso fim

Confesso, não acreditei, em você
nem em mim

Esta é a letra de uma música nova, parceria minha com CAIO ANDRADE (letra e música), que fará parte do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase de pré-produção. Este Blog vai se transformar em DISCO e  SHOW. Em breve, o audio.


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Escrito por Chico Scarpini às 19h02
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C. L. B - da série 'ÁGUA DA FONTE'

Nanquim+Illustrator

'A Casa do Budas Ditosos' é um livro do escritor João Ubaldo Ribeiro...


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Escrito por Chico Scarpini às 19h57
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BALÃO MÁGICO

Illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 09h15
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UM CARA DE FÉ

Amigos do peito, desconhecidos curiosos, pessoas que tem coragem, malucos de plantão e covardes de toda espécie, eu tenho um recado sobre a vida, que vem diretamente das profundezas confusas da minha mente para vocês. Não se trata de nenhuma novidade, quero apenas ser mais um a discorrer sobre um dos assuntos mais batidos que conheço. Por puro capricho, indignação, desabafo e exercício da cara de pau. É o seguinte: na realidade, ninguém sabe porra nenhuma sobre coisa alguma relacionada ao que somos, de onde viemos e para onde vamos.

Podem aparecer com soluções espirituais, físicas, metafísicas ou o que for necessário para justificar o ser humano, a vida, o sofrimento, as injustiças. O fato é que ninguém nunca prova nada.

A terra pode ser uma nano partícula de algum organismo que neste exato momento pode estar com as mesmas dúvidas que nós temos, que também pode ser outra nano partícula... Podemos estar na dimensão 'X' que ao mesmo tempo comporta a dimensão 'Y' em outra vibração, ou velocidade, ou seja lá o que for que vai existindo independente da outra, no mesmo espaço tempo onde acumula mundos infinitos. Podemos ser ecos de um pensamento, pensando existir de fato, enquanto a nossa verdadeira existência não se lembra que existimos pois somos os seus sonhos esquecidos. Podemos ser realmente a imagem e semelhança de um Deus criador aprendendo a merecer o caminho do paraíso, ou penando por pecados cometidos em outras existências que não lembramos por gratidão divina, ou ovelhas que foram salvas pelo sofrimento do filho do criador que precisa de um sacrifício, ou a colônia de algum planeta que se alimenta do nosso sofrimento, da nossa dúvida, ou o que a imaginação permitir, inclusive uma, ou várias, possibilidades apontadas pela ciência. Um acidente, um acaso que foi evoluindo até o que somos, que vai se adaptando muito lentamente às condições que vão se estabelecendo. Não dá para saber exatamente. É tanta estória que vamos ouvindo, tantas crenças que vão tentando plantar e plantam em nossas cabeças, tantas evidências óbvias que vão sendo derrubadas com o tempo, que vamos nos perdendo. Somos perdidos.
 


É uma falação dos diabos (opa!), uma disputa infernal (opa!) pela 'verdade'. Um desafio à razão, à emoção, aos nervos. Tenho dificuldade em confiar, ao mesmo tempo em que o meu maior desejo, seria, realmente confiar. Meu senso crítico não permite. Há injustiças por todos os lados, cometidas o tempo todo. Muitas vezes sem querer, por ignorância, por pura maldade, por motivos de força maior, por arrogância, por azar… É tanta gente passando fome, necessidade, sofrendo por amor, saudade, vontade, por falta de recursos, doenças e toda uma sorte de situações de dor, que fica difícil manter algum tipo de fé. A impressão que tenho é que alguns sofrem menos, e outros mais, e o motivo aparente nunca é justo. Parece que a coisa foi feita para ser assim. Isso me revolta. Desculpem se pareço ingênuo.

Ando revoltado a muito tempo. Escuto em todo canto que a revolta não resolve nada, muito pelo contrário, piora tudo. Vivo tentando não me revoltar, mas parece ser pior quando não me revolto, me sinto um covarde, um inútil, um falso que aceita calado o que não concorda. Tento ouvir as vozes que me pedem para puxar o freio, tento transformar essa revolta em algo útil, em um 'não concordar' didático, pausado, pensado, político,com jogo de cintura, cheio de dedos para não ofender quem importa (quem importa?). Talvez, continuando assim, aprendendo a ser 'bonzinho', ou esperto o suficiente para usar os códigos certos nos momentos certos, os anjos, os santos, os espíritos, os orixás, os deuses, Jesus ou até mesmo Deus o nosso criador, ou quem sabe, um Marciano, podem dar uma luz.


Não quero dizer que não percebo os prazeres, as emoções maravilhosas e os presentes que a vida e a natureza nos permitem. Não quero dizer que não há paz, amor, alegria, felicidade. Essas coisas existem. O problema é a equação da paz, do amor, da alegria e da felicidade, com a dor e o tempo que ela pode durar. Sinceramente, isso me deixa muito puto. Eu não sei resolver essa maldita (opa!) conta. A maioria das pessoas que conheço não sabe. Algumas pensam que sabem, mas não sabem, apenas mentem, para si e para os outros, entrando numa espécie de hipnose, conduzida por uma necessidade de crença que parece morar em nosso DNA, e só serve para fundir, ainda mais, a cuca de indignados como eu.

Não há pra onde correr, as vezes penso que o suicídio seria uma boa colher para cavar esse túnel à 'liberdade', mas minha coragem limita-se ao pensamento. Já escutei e sou influenciado por muitas estórias e tenho medo de encontrar um diabo (opa!) ainda maior do 'outro lado'. Confesso que já pensei em algumas formas de cometê-lo. A que mais gostei foi uma onde não parto sozinho, mas em caravana, com todos os seres do planeta, de uma só vez. Um suicídio geral, com o objetivo de entupir o céu. Uma forma de protesto pela falta de manual de instrução aqui na Terra. Seria engraçada a cena, tão engraçada quanto impossível. Já pensou no trabalho para convencer todos. Fora que poderíamos chegar lá e descobrir que tudo não passa de uma grande pegadinha, ou, um grande e muito provável, nada.

Não sou negativo, sou apenas mais um questionador, perdido, revoltado e curioso. Que já leu, viu, assistiu e ouviu um monte de coisas em busca de algum entendimento e paz - do psicólogo ao centro de macúmba, da brincadeira do copo à ressonância magnética, dos Florais de Bach ao Prozac - e nunca conseguiu nada. Um cara alegre, mas que em boa parte do tempo, não consegue deixar de sentir-se como um animal puxando uma carroça com carga desconhecida e pesada, movendo-se pelo desejo incontrolável de abocanhar a cenoura gigante do esclarecimento. Palavra de alguém que tem fé, mesmo não conseguindo acreditar efetivamente em nada até agora, que vive confuso e só queria entender o universo, só isso.



Escrito por Chico Scarpini às 09h10
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Bono_by_Scarpini - Da série 'Popz'

Illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 15h50
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Bob Marley_by_Scarpini - Da série 'Popz'

Corel+illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 15h46
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Michael Jackson_by_Scarpini - Da série 'Popz'

Illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 15h45
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Madona by Scarpini - Da série 'Popz'

Corel


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Escrito por Chico Scarpini às 15h44
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HIPOPÓTANU

Illustrator

Para o Pedrinho, Pedrada, Pedrão.


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 09h26
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BELA VIDA

É bela a vida, que você faz questão de desfazer
É bela a vida, você chora sem saber porque
Outra saída, eu não vejo mais
Viver a vida, a nossa chance de paz
 
Um belo dia um anjo me contou
toda a nossa história (eu  não acreditei)
Enquanto falsos anjos choravam e cantavam
a nossa história mais uma vez
 
Então vai, pra longe de mim
Eu sei não dá mais
 
Então vai, pra longe de mim
Até nunca mais
 
Pois eu sei, eu sei acabou
olha só o que o tempo faz
 
Então vai, pra longe de mim
Até. Nunca mais
 

Baixe esta música em  www.myspace.com/chicoscarpini


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 09h07
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JEJUM

HB+Photoshop


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 14h31
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MENOPAUSA

Bamboo+Illustrator+Photoshop

 


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 18h24
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Histórias daquela época - A Peneira no São Paulo F. C.

-Chiquinho, que posição eu falo que jogo?
-Fala que você joga no centro, na defesa.
-Beleza e onde eu tenho que ficar dentro do campo?
-Fica atrás, perto do goleiro, você fica lá e não deixa ninguém do time adversário passar, quando os caras vierem com a bola, você vai com tudo e trava a jogada, você é corpudo, toma a bola e depois passa pra alguém do seu time que estiver na frente.
-Beleza chico.
De repente aparece um cara com agasalho do São Paulo.
-Quem nasceu em 71 me acompanhe!
 
Segui o homem, eu e mais um amigo, o Marquinhos, que naquela época também atendia por Quácula,  deixando meu irmão e o resto da turma na entrada, todos estavam eufóricos com a chance de participar do teste que poderia mudar nossas vidas, um nervosismo geral. Imagina, ter a grande chance de 'virar' jogador profissional do São Paulo futebol Clube tão cedo, não importava se éramos Santistas, Palmeirenses, Corintianos, naquela hora éramos todos  Pó de Arroz com muito orgulho, candidatos a um futuro de fama, grana e muita glória, inclusive eu.
 
Entramos no vestiário, onde o homem começou a distribuir as camisas, a coisa era bem objetiva, ele olhava pra nossa cara, fazia umas perguntas, dava a camisa e rapidamente ia montando os times conforme a resposta de cada 'atleta' mirim, faríamos um RACHÃO com duração de 10 minutos de cada lado do campo ou o tempo que fosse necessário para eles avaliarem o nosso talento. Eu fui um dos primeiros, tinha um bom porte e respondi com segurança as suas perguntas, peguei minha camisa e fui logo sendo convocado à me trocar para participar do primeiro jogo, eu e o Quácula, que era goleiro dos bons. Colocamos as nossas chuteiras e ficamos esperando o chamado para a batalha, a partir daquele momento éramos uma equipe, competindo com o time adversário e entre nós, uma tensão e uma emoção total, nosso time tinha que ganhar e o nosso futuro estava em jogo.
 
Entrei naquele campo enorme com o chão de terra batida e fui pra perto do Quácula, enquanto todo mundo ficava batendo aquela bolinha antes da partida começar, fazendo aquela pressão, mostrando uma pontinha do seu talento. Chutes a gol, embaixadas, passes, parecia um circo onde os artistas iam mostrando seus números antes do show começar e eu, correndo para lá e pra cá, parecendo o bobo do bobinho, nervoso, sem pegar na bola, mas de certa forma me aquecendo. O Quácula apesar do nervosismo dava risada, olhei para a arquibancada e vi que todos os candidatos a WALDIR PERES, ZÉ SÉRGIO e SERGINHO CHULAPA  estavam lá para assistir a primeira partida daquela peneira, vi meu irmão e a turma toda que também dava risada.
 
O juiz apita o inicio da partida - o nosso time começou - o capitão passa a bola para um cara, que passa para outro, que de repente da um passe longo para trás... Filho da puta! A coisa ficou em câmera lenta na minha percepção, aquela bola alta vindo na minha direção, uma parábola do inferno. Não! não era a hora ainda para eu aparecer no jogo, estava tudo muito no começo e eu ainda não me sentia confortável com os meus 'dons' de 'jogador', pensei que conseguiria levar a partida numa boa e só apareceria quando o time adversário atacasse, onde eu 'quebraria' o primeiro que tentasse passar, sempre salvando o meu time antes do goleiro, meu amigo do peito,  correr riscos... Não! não podia ser verdade, o que fazer? Não sabia se matava a bola no peito, acalmava com o joelho e chutava para a frente ou se recebia com o pé, parava, olhava para os lados e depois dava um passe para o meu companheiro da direita, não sabia nem se era capaz de acertar o chute, imaginei o ridículo de chutar o ar enquanto a bola quicava o chão, imaginei a arquibancada indo abaixo de tanto rir da minha cara, imaginei um monte de tragédias pra lá de gregas... em uma fração de segundos, dezenas de possibilidades e todas ruins para o meu lado, mas nada comparado ao que aconteceu.
 
Eu não errei a bola quando ela aterrisou na minha chuteira, acertei o chute, quer dizer... mais ou menos. Se tivesse acertado 'na veia', a bola teria ido direto para a área do time adversário, tamanha a força e a vontade que coloquei no chute, seria fantástico, um começo triunfante, mas não foi o que aconteceu, eu acertei o chute na bola... mas com o dedinho minguinho do pé. Foi impressionante a cena... parecia que eu estava dando um golpe, tipo capoeira, chutei, a bola bateu no meu dedinho, ela desacelerou e começou uma nova parábola mantendo o sentido original, só que na direção exata do ângulo do nosso gol, o Quácula até que tentou, fez uma ponte belíssima, coisa de profissional, mas não teve jeito. Fiz o meu PRIMEIRO e ÚLTIMO gol no São Paulo Futebol Clube.
 
Posso garantir que fiquei MUITO FAMOSO naquele dia.

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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 15h29
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MULEQUE

HB+Photoshop


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 21h08
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SERÁ?

Aquele menino que salvou o mundo tantas vezes.

Que voava do muro, com a sua capa e escudo, enfrentando tudo, com 10, 11, 12, 13.

Hoje já não voa mais, só enfrenta contas de água, luz, telefone e gás.


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 20h58
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paiAÇO

Illustrator


 

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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 20h57
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Naná

Dorme meu filho, saia desse sonho para entrar em outro. Aproveite a melhor fase da sua vida. Papai esta aqui, sonhando com você, só que dentro de outro sonho, sentado na janelinha, de onde pode te ver dormindo, em paz e lindo, como sempre.


 

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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 20h33
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Campanha da fé Pós-Moderna

Illustrator

Pensei que havia 'inventado' essa frase, bobinho eu, ela está no ar faz tempo, o Google que o diga.


 

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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 11h52
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CENTELHA

Não tenho certeza de nada. Nada do que me contam, nada do que me conto, nada do que vejo, nada do que toco, nada do que sinto e nada do que penso.
Só sei que dói, só sei que é bom e só sei que acaba.


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 11h50
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FLORESTA - RASCUNHOS

HB+Photoshop


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 10h22
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TRÊS FAMÍLIAS= Da série 'Qualquer Conto'

Os Santos. Gente muito boa. Todos, de certa forma,  felizes. A trilha sonora é a televisão ligada e o som do rádio mal sintonizado. Marilú, a filhota, esta radiante, acaba de decorar a nova coreografia do "RBD". O filho do meio também, conseguiu finalizar a letra do seu mais novo RAP, uma  rima complicada, "canhão, trezoitão, ladrão, irmão, arrastão", uma epopéia.
 
A Mãe, D. Leidi Laura dos Santos está impaciente, não consegue dar conta da receita que aprendeu no programa da Ana Maria Braga, provavelmente por conta de alguma anotação errada, mas vai acabar falando com a Terezinha, sua vizinha e resolver o problema, como sempre. Ganhou no bingo, o dinheiro para comprar os ingredientes. Não é sempre que tem a oportunidade de fazer uma receita tão chique, deu pra comprar tudo, não teve nem que trocar o tal do funghi secchi por bacon, santo bingo.
 
Seu Adão, ‘O chefe’, não vê a hora de começar o jogo na TV, final do Brasileirão com o seu timão, campeão com certeza. A caixa de cerveja, pendurada no bar do ZITO, morando na geladeira desde às 8 da manhã, seria justificada no final da tarde. Pena que Sócratis, seu filho mais velho, esta de serviço, é vigia em um condomínio de luxo... Tudo bem, o timão vencendo, está tudo certo.


Os Sanches, gente boa. Cada um com a sua graça, todos, de certa forma, BEM. A trilha sonora varia conforme o quarto. Paty (Britney Spears no iPod), aliviada, passou de ano, está de férias. Acabou a preocupação com as provas, os trabalhos em grupo e as lições de casa, agora, apenas os  horários da natação, as aulas de Spining e o curso de espanhol (seu professor particular de inglês está em OHIO desde outubro fazendo MBA). Experimenta a roupa que usará no clube, quer muito que Cíntia e Ana conheçam seu novo conjuntinho da AMP, presente de natal antecipado da sua madrinha Sophia que mora lá em Alphaville. Marcelo, seu ficante do mês talvez perceba, Paulo com certeza perceberá.
 
Alexandre, como sempre, roncando. Quarto fechado, rock no computador, volume no dois, TV ligada, telefone fora do gancho e alma em outro mundo. Antes das três, esquece. Chegou tarde. É fã de CPM22, D2, Dj 1, busca a alquimia dos estilos desses sons em sua nova banda,  o TOD4.  Tudo está  sempre numa boa, só não pode ser acordado "de madrugada", vira uma fera, adora comer macarrão com molho a bolonheza e Coca-Cola  no café da manhã, principalmente no domingo.
 
D. Mazé, uma mulher na moda, botox, muitas bolsas, sapatos, lingeries, cremes, xampus, prestação no cartão de crédito, cheques pré-datados, carro semi novo do consórcio e aula de funk e pilates na academia. Pensa na desculpa que vai usar para explicar o help que pedirá ao MARIDÃO - estourou no cheque especial - alguma ‘coisa’ com renda talvez ajude (ou não!?!).
 
Seu Carlo, placa de gerente do ano na estante, livro do Lair Ribeiro na pasta e pulseira do equilíbrio no pulso, usa uma colônia comprada no free shopping (nome complicado), bermuda da Lacoste e chinelo da Side Walking. Prepara o discurso com as recomendações, orientações e declarações de amor paterno que fará à filha quando levá-la ao clube, aproveita e já pensa nas perguntas que fará quando for buscá-la, escuta CBN, assina Você S/A.
 
Família Lorca, gente elegante. Todos estão viajando, até os cachorros foram para um hotel especializado em Higienópolis, uma colega da Dra. Elke recomendou.
 
Passaportes, milhagens, condomínio fechado, quadras, piscinas, quartos, salas, pé direito alto, muitas obras de arte, jardim de inverno e alguns empregados. O vigia, da empresa Q-PROTEJ, passa por lá a cada  20 minutos. Tudo em ordem. Trilha sonora: pássaros, brisa e o narrador do jogo pelo rádio.
 
Foram para Suíça a uma semana, menos Dr. Pedro, que só embarcou no vôo de ontem à noite, tinha homenagens e prêmios aos melhores executivos da companhia, era uma tradição a entrega das placas em mãos pelo presidente, coisas de final de ano.


(*) texto escrito em uma tarde de 2007, na correria de um dia de trabalho 'normal'.

 


 

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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 18h57
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BKWSK - da série 'ÁGUA DA FONTE'

Há muitos trabalhos com a moldura do Jack, já vi camisetas, posteres, bandeiras e afins. Aqui esta o meu.

Illustrator

Henry Charles Bukowski Jr foi um poetacontista e romancista de origem alemã...


 

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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 13h32
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Procura-se

Eu perdi o meu sono.

Será que ele aparece de novo algum dia?

Será que ele ficou assustado com alguma coisa e foi embora? 

Será que esta perdido e não consegue voltar? 

Será que ele não gosta mais de mim?

Alguém viu o meu sono?




Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 13h32
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CADERA

Illustrator

 


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Escrito por Roberto (Chicão) Scarpini às 09h20
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