VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS


 Este blog esta sendo republicado em chicoscarpini.wordpress.com

Bem vindo.

1) Este blog é um espaço para divulgação dos meus trabalhos autorais - ilustrações, textos, músicas... Sou um artista digital, ilustrador, compositor, cantor, músico... AUTODIDATA.
2) A maioria das ILUSTRAÇÕES abaixo são vetoriais, desenhadas diretamente com o mouse ou Tablet gráfica. Utilizo: ILLUSTRATOR, PHOTOSHOP, COREL...
Há também desenhos 'tradicionais', em aquarela, esferográfica, nanquim, canetinha e outras técnicas.
3) Os TEXTOS, são tentativas de lavar a alma, com muita cara de pau.
4) As MÚSICAS são inéditas, detalhes em: VCSC.COM.BR
5) Não há um formato, ordem, tema, ou qualquer obrigação específica quanto aos assuntos abordados. Nem as assinaturas dos desenhos são iguais o tempo todo. Tudo aqui tem a lógica da inspiração que acontece, que pode acontecer, que tem acontecido e que já aconteceu.

Contato:     robertoscarpini@hotmail.com   Facebook Chico Scarpini    Twitter Chico Scarpini    You Tube Chico Scarpini 

Obrigado pela visita

CHICO SCARPINI 

(*) ATENÇÃOTodo o conteúdo deste blog (textos, desenhos, vídeos, músicas...), É ORIGINAL e esta registrado em nome do autor.



Escrito por Chico Scarpini às 20h41
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HOMESICK

O menino questiona o estabelecido, estabelecendo. Impõe ao velho chato, usando a sua voz em tom de troféu, um discurso mais batido que o próprio velho, que nem todos consideram tão chato assim: ele só quer alterar o movimento de rotação e translação da Terra, coisa simples, que só depende de boa vontade. Também quer aproveitar e mudar de sistema, trocar de galáxia. Nunca considerou justa a diferença entre as estrelas, não concorda com a variedade de tamanho, cores, brilhos e a quantidade de fusão acontecendo em cada uma delas. Quer planetas iguais, cometas iguais e até meteoros iguais. Na realidade, apesar de não confirmar oficialmente, o que ele quer, é a mesma etiqueta para tudo e para todos, de preferência marcando o mesmo nome, na mesma fonte, indicando a mesma forma, o mesmo peso, a mesma massa e a mesma medida, tudo, totalmente, uniforme e justo, menos para ele e os seus amiguinhos, que são meninos. O velho chato ouviu tudo aquilo e sentiu saudades.



Escrito por Chico Scarpini às 20h40
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BELELÉU

Enquanto isso continuo aqui, a espera do inevitável bote da cobra. Questão de tempo. A paciência, uma das muitas qualidades que sempre tive pouca e que vou tendo menos cada vez mais, não ajuda. Piscar, pode ser o começo da escuridão.



Escrito por Chico Scarpini às 23h16
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OFÍCIO

Eu, remedo de tudo que tentei na vida, caricatura que baba lá de cima da nuvem carregada que me carrega, escura, onde só brilha o raio e nada mais, venho por meio desta, reclamar do barulho do trovão.



Escrito por Chico Scarpini às 19h17
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SALVE-SE QUEM PUDER

Mouse+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 09h35
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VARANDA

Que exuberante quantidade de ignorantes no meio daquela lama que respinga aqui, onde tudo é limpinho. Haja toalhas, gente e reagentes.



Escrito por Chico Scarpini às 09h58
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A AVESTRUZ NÃO ENFIA A CABEÇA NO BURACO

Mouse+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 09h58
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CAPILAR

O cara preparado caiu no colo da sorte, depois de algum tempo.
Havia fios brancos em seu rosto.

O cara de sorte já nasceu preparado, esperou pouco tempo.
Havia penugem.

O cara desligado conseguiu o que queria, mas não percebeu.
Sequer notou os fios prateados.

O cara magoado continua triste, mas vai melhorar se tudo der certo.
Seus fios, amarelados e úmidos, não fazem a menor diferença.

O cara mimado continua, conseguindo tudo o que quer.
Seus fios espalhados por todos os lados, alguém vai recolher.

O cara chato, cada vez mais, continua só.
Os seus fios brancos, a onde caem, criam desertos.

O cara feliz continua cantando, ouço a sua voz.
Há fios brancos, prateados, loiros, pretos, ruivos, cumpridos, curtos, lisos, enrolados, finos, perfumados…voando.

O cara malvado continua enganando.
Os seus fios brancos, pintados, brilham sempre que alguma lágrima cai.

O cara perdido continua deitado, esperando a vertigem passar.
Os seus fios já grisalhos, vão pelo mundo, arrastados por redemoinhos que levam para outro lugar.



Escrito por Chico Scarpini às 11h39
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AMOR

Mouse+Illustrator+Bamboo



Escrito por Chico Scarpini às 17h38
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OCEANOS (TROCADILHO INFAME SOBRE O QUE CONSIDERO UMA VERDADE)

Enquanto uns choram,
poucos riem,
muitos rios
e a maioria mares.



Escrito por Chico Scarpini às 19h46
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PAQUIDERME ALBINO

Mouse+Illustrator+Bamboo



Escrito por Chico Scarpini às 13h12
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PARENTESES

E tudo era branco, somente branco (não vazio), na minha cabeça. Com um simples desejo, depois de centenas de milhares de milhões de cabeçadas, consegui sair dele (do branco) para chegar até aqui, o que não significa muito mais do escrever sobre nada. Um truque batido, para arrombar as gavetas enferrujadas do inconsciente e arrancar palavras, lá do fundo, escondidas, no escuro (bem longe do branco), que atropelo agora, por conta própria, com mais e mais palavras: grandes, fortes, pequenas, erradas, tortas, tristes, alegres, bobas, inventadas e principalmente, inúteis. Palavras, que vão ocupando o lugar do que era somente branco (e não vazio). Elas (as palavras) quando relam, soltam faíscas e começam a gritar (muito alto), tudo o que a minha antena capta do mundo. Tudo, menos a gratidão. Talvez porque ele (o mundo) não mereça, talvez porque ela (a gratidão) não exista, talvez porque ela (a antena) não capte ou, simplesmente, porque não importa. 



Escrito por Chico Scarpini às 13h42
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SAVE TAMAGOTCHI

Mouse+Illustrator+Bamboo



Escrito por Chico Scarpini às 14h56
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PEDRA BRUTA

A minha consciência é de vento, os meus sonhos de lua, meus arrependimentos de chumbo e a minha paciência de bolha de sabão. A minha saudade é de pedra, um diamante bruto, crescendo em algum lugar secreto, provavelmente em outra dimensão, totalmente protegida por neurônios treinados da mais alta confiança (sabe-se lá de qual demônio), que se alimenta de lugares, de objetos, de acasos, de invenções, de vento, de lua, de chumbo e de gotículas.



Escrito por Chico Scarpini às 10h55
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OVA

Mouse+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 23h00
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UNIVERSO

Percebo um pouco de poeira e enxergo alguns pontos com brilhos mirrados, nesse enorme espaço vazio. Insuficiente, sequer, para um espirro. 



Escrito por Chico Scarpini às 12h31
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GAME OVER

Mouse+Illustrator

 



Escrito por Chico Scarpini às 09h04
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MESTIZOS

Mouse+Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 11h36
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ANTOLHOS

Ando tão entupido de certezas que sinto uma vertigem, insuportável, toda vez que tento olhar para os lados. Ainda bem que faço isso muito pouco, detesto a tontura. Já me basta a horrível dor de cabeça provocada pelo ruído dos ignorantes.



Escrito por Chico Scarpini às 16h01
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MEGAFONE DAS GALÁXIAS

Agora todo mundo grita.
Agora todo mundo apita.
Agora todos tem razão.

Salve-se quem puder.



Escrito por Chico Scarpini às 12h26
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BELUSHI SEE BERRY

Mouse+Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 08h13
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PARABOLA BANAL

O cara da carroça da frente não gostou, saiu gritando, falando muito mal do dono do ferro velho. O cara da carroça de trás ouviu e também não gostou, gritou mais alto ainda, só que defendendo o patrão, xingando o colega rebelde, que rapidamente perdeu a cabeça e largou tudo, quebrou uma das suas garrafas e foi tirar satisfação com o abusado. O dono do ferro velho, da sua mesa, teve que interromper uma ligação importante por causa do barulho, ficou puto e mandou chamar a polícia imediatamente, que chegou tarde demais para evitar o prejuízo. Foram semanas, vários empregados ajudando (atrasando os afazeres normais) e produtos de limpeza caríssimos, para arrumar aquela zona toda. Os cacos de vidro, até hoje, insistem em furar alguns dos muitos pés descalços que passam por ali desavisados.



Escrito por Chico Scarpini às 09h12
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TERCEIRO ATO



Escrito por Chico Scarpini às 16h52
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CADILLAC

Grafite: 1,60 x 2,0m : Spray (óleo) aplicado c/ stencil sobre parede (latex).



Escrito por Chico Scarpini às 15h27
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DOWN

Eu queria falar de alegria, mas a sinceridade ganhou. A minha verdade anda triste, em passos lentos e curtos, parece que arrasta um cadáver em cada perna. Pode parecer exagero, pode ser uma ilusão, um mau gosto, pode ser tudo, inclusive eterno. A percepção é quem manda, e hoje, ela anda no passo da minha verdade, no limite do humano.



Escrito por Chico Scarpini às 20h27
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PIXELS

Mouse+Illustrator

Percebo melhor os sorrisos distantes. Sorrisos próximos, se não forem em alta definição, ficam quadriculados.



Escrito por Chico Scarpini às 08h55
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SALÚ

Mouse+Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 09h58
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GATILHO

Bastou uma migalha daquele instante, contaminada com o insulto perfeito, para a estupidez dominar o controle, corromper a dignidade, dar uma rasteira no respeito e convencer o amor próprio a cometer suicídio. Aquilo foi fatal, apenas os fungos continuaram crescendo, lentamente, irregularmente, naquela memória.



Escrito por Chico Scarpini às 10h17
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MODUS OPERANDI

Depois de tanto
tempo,
tudo já foi dito.
Calar?
Não há como.
Falar,
tudo de novo,
diferente.
É só o que resta.

Desde sempre,
é assim que somos.



Escrito por Chico Scarpini às 18h23
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UTI

Mouse+Illustrator

O juizo caiu no abismo, politraumatismo.
Ele sempre quis voar (seu maior segredo).
Conseguiu, de verdade.
Agora, não vejo a hora de poder lhe contar, finalmente, a grande novidade.

Tomara que acorde, logo.



Escrito por Chico Scarpini às 10h38
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BOM DIA SÃO PAULO

Mouse+Bamboo+Illustrator

"Quando você aglutina matéria e comprime coisas em espaços menores, elas necessáriamente se aquecem, é uma lei da química."



Escrito por Chico Scarpini às 12h28
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BULLYING

Não há troféus na prateleira, não há sequer prateleira. Aqui, não é lugar para elas (nem para eles). O vácuo, sempre foi o senhor absoluto deste cômodo. Calma, não precisa ter medo. Se quiser brincar, há um porão cheio de apelidos lá fora, fique a vontade. Divirta-se.



Escrito por Chico Scarpini às 11h44
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ZARATUSTRA LIVES

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 13h01
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ADÃO

Mouse+Bamboo+Illustrator

Tem gente que realmente acredita em fantasma, que conversa com fantasma, que vê fantasma, que obedece fantasma, que da dinheiro pra fantasma...tem gente que vira fantasma.



Escrito por Chico Scarpini às 07h49
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TRAMPOLIM

Mouse+Bamboo+Illustrator

 



Escrito por Chico Scarpini às 19h12
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EXPONENCIALMENTE

Sem querer, vi o reflexo do meu rosto naquela tela de altíssima definição, repleta de digitais, enquanto assistia ao seu novo vídeo em comemoração a mais uma das suas inúmeras vitórias, na semana, sempre registradas de forma brilhante com o seu smartphone, super, ultra, mega, master, plus, gold, platinum, top de linha até o final do ano. Vídeo que apareceu de repente na minha timeline, replicado do seu perfil em alguma das muitas redes sociais que possui cadastro, que divulgam em vários endereços, todos os registros de comemorações do que for possível postar, das mais variadas vitórias e conquistas de campeões, como você. Não consegui entender muito bem o conteúdo de nada do que apareceu na tela, talvez por causa do meu reflexo, talvez por causa dos anúncios, talvez por causa da minha incapacidade de foco naquele momento. O importante é que consegui perceber que tratava-se de mais uma grande comemoração e que a minha barba esta ficando branca.



Escrito por Chico Scarpini às 08h02
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LEFT RIGHT

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 16h26
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O HOMEM DA MÁSCARA

Cansado, desanimado, querendo mudar para um meteoro. O homem da mascara continua ali, chocando sonhos embolorados, olhando o mundo acontecer, esperando o antídoto que nunca foi capaz de encontrar. Tem cada vez menos coragem, sente medo e pensa que engana alguém. Ele não sabe, mas não precisa da máscara, nunca precisou. Primeiro, precisaria ser notado.



Escrito por Chico Scarpini às 00h13
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LUCANUS SCINAX

Mouse+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 14h15
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TORPEDO

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 14h41
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HYPOCRISI

O filho do rei de Hypocrisi mandou chamar todos os seus amigos, gostaria de anunciar a sua nova condição de artista, afinal de contas, terminou o seu curso, tem diploma, todos os equipamentos e notas excelentes. Nada como ser um artista de verdade. Papai esta orgulhoso, mamãe também, os primos então…



Escrito por Chico Scarpini às 14h40
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A MASSA

Distante dos ‘trend toppings’ da vida, a maioria, aquela que não toma o champagne original servido no podium dos ‘vencedores’, continua ralando, e ralando, e ralando… e aplaudindo.



Escrito por Chico Scarpini às 18h51
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REI MENINO

Bamboo+Illustrator

O rei menino, bem mais velho que os outros (meninos e meninas), que eram crianças na verdade, ensinou novas brincadeiras à todas elas. Depois, enquanto brincavam, subiu no topo do brinquedo mais alto da praça (da sua praça), sentou e assistiu tudo aquilo funcionando, satisfeito. Fiquei invisível, me transformei em lágrima.



Escrito por Chico Scarpini às 12h05
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FILA DOS MILAGRES

Bamboo+Illustrator

E teve a coragem de perguntar, mesmo entendendo as circunstâncias:
-Gostaria saber o meu lugar na fila dos milagres, estou precisando de um, urgentemente? Tomara que dê tempo.



Escrito por Chico Scarpini às 16h27
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ONÍRICO

-Dorme? 

-Não durmo não.

-Como é que pode?

-Não sei.

-Sonha? 

-Só acordado.

-Então?

-O que?

-Como é que faz?

-Pra que?

-Sonhar.

-Com o que?

-Qualquer coisa.

-Como assim?

-Que valha o risco.

-Que risco?

-De bater.

-Bater com que?

-Com a cara.

-A onde?

-No poste.



Escrito por Chico Scarpini às 17h16
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2º ATO

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 22h05
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1º ATO

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 22h05
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PENSATA

Voa cabeça,
aconteça, enobreça,
envaideça.

Voa cabeça,
amoleça, esmoreça,
entristeça.

Voa cabeça,
arrefeça, desestabeleça,
convença,

esqueça

o que for capaz.



Escrito por Chico Scarpini às 10h26
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CHUPACABRAS GO HOME

Bamboo+Illustrator

Marcianos de toda espécie, fora! Vocês não respiram o mesmo ar que respiramos aqui na Terra e não podem nos representar na galáxia. Não sabem como é ter que enfrentar diariamente um planeta que rosna e morde cada vez mais forte. Não queremos mais ser 'olhados de cima' por vocês, peguem as suas naves e sumam daqui.



Escrito por Chico Scarpini às 09h31
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FERIDA

Confundo as feridas,
minha autoria a maioria.

Nasci ferindo,
nem sabia como.

Nasci ferido,
só por ter nascido.

Ferindo, ferido,
o tempo todo.

Caçando palavras,
juntando pedaços.

Cutucando quem feria,
cutucado onde não podia.

Caçando palavras,
perdendo a conta.

Na barriga do mundo,
até a última ferida.



Escrito por Chico Scarpini às 09h24
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LÚCIFER E MIGUEL

lllustrator

"Miguel, que vem do hebraico "Quem é como Deus?" ou "Quem é igual a Deus?". São Miguel foi descrito..."



Escrito por Chico Scarpini às 11h15
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O VELHO NOVATO

 

Mal ficou bom e já não se sente muito bem (tão mau que era), o velho novato. 

 



Escrito por Chico Scarpini às 11h08
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TOTÓ

lllustrator



Escrito por Chico Scarpini às 22h00
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ORA

Quando rezo, 

apesar de ateu (graças a Deus), 

humildemente, 

peço a paz que sente, 

uma criança chupando o dedão.



Escrito por Chico Scarpini às 21h58
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OCO

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 15h25
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OLHO MÁGICO

Falo com portas que me consideram porta.
Elas esfregam na minha cara, cada vez mais de carne que de pau:
O quanto estou sozinho, o quanto errei no caminho e o quanto é distante aquela estrela.
Como é duro falar com portas, que me consideram porta.



Escrito por Chico Scarpini às 10h29
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VEREDICTUM

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 10h29
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CHIC IN THE LAST

A verdadeira arte não existe. Ela é apenas um fantasma que assombra aqueles que insistem em continuar olhando, ouvindo, tocando, sentindo...



Escrito por Chico Scarpini às 08h56
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USBrain

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 22h04
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VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS

 

Só com sapatos muito confortáveis para aguentar o tranco do grande baile que é a vida. 

vcsc.com.br



Escrito por Chico Scarpini às 11h27
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GRAN CIRCUS HOLIDAY

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 11h26
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INTERNO

Só, independente das aparências. Absorvido para outro mundo, o tempo todo. Um universo particular, com as mais variadas temperaturas, onde não controlo absolutamente nada. Lá, anjos e demônios andam soltos.



Escrito por Chico Scarpini às 11h23
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MILES

Bamboo+Illustrator

"Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz..."




Escrito por Chico Scarpini às 13h54
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ETÉREO

No final das contas, tudo é lembrança.
A que dói, a que ri,  a que esquece, a que inventa, a que canta, que tenta, que senta, lamenta...
E a que vão ter de você.



Escrito por Chico Scarpini às 12h56
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CORLEONE SOCIAL CLUB

Bamboo+Illustrator



Escrito por Chico Scarpini às 23h25
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BEM MAIS DO QUE VALE A PENA

Penso,
que talvez, perdão, pedir não sei,
pois medo tenho de um não, talvez,
que se não, perdão conseguir, doer vai,
bem mais do que vale a pena pedir

Eu sei
que erro tenho mais que cabe em mim,
amor também, um tanto que nunca tem fim,
que se não, merece perdão, doer vai,
bem mais do que vale a pena pedir,
perdão.

 

Para a minha Buniteza.



Escrito por Chico Scarpini às 10h49
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UM MACACO

Esferográfica+Illustrator+Photoshop

Inspirado em Mizaru, Kikazaru, Iwazaru: Os 3 macacos sábios e no 'ministério da verdade' do livro 1984 de George Orwell .



Escrito por Chico Scarpini às 09h17
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PASSATEMPO

Uma nova vida, sempre.
Parecida,
nova, viva.

Perecível, certamente.
Lentamente, quase eterna, já!
Cada sopro, cada verso...

Perecível, reciclável.

Essa é a grande justiça.
A única justiça.
O resto, é passatempo.



Escrito por Chico Scarpini às 19h22
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DON'T SMOKE IN LILIPUT

Illustrator

Liliput é uma ilha fictícia do romance As viagens de Gulliver...



Escrito por Chico Scarpini às 12h54
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PARÁBOLA

Enquanto os carros
quebram lá fora,
da janela do meu quarto,
escarro o pigarro,
da poeira que outrora,
morava aqui dentro,
e agora, neste exato momento,
vôa feliz para o mundo. 

Enquanto os prédios
caem lá fora,
da janela do meu carro,
escarro o pigarro,
da poeira que outrora,
morava aqui dentro,
e agora, neste exato momento,
vôa feliz para o mundo. 


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Escrito por Chico Scarpini às 10h06
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Mr. Roll - da série 'ÁGUA DA FONTE'

Bamboo+Illustrator

"Mick é o Rock, eu sou o Roll", diz Keith Richards no documentário "Exile On Main Street"




Escrito por Chico Scarpini às 18h24
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stereoTIPOS - Carlinhos

Carlinhos não faz nada. Quer dizer, ele come, bebe, dorme , faz cocô, xixi, assiste TV e joga vídeo game. É assim desde a época do Telejogo, do Odissey, do Atari. Quando surgiu o seu primeiro tufo de cabelos brancos, pensou em mudar de vida, mas decidiu mudar de jogo, ou melhor, de console. Hoje ostenta um Playstation 3, que ganhou no último dia das crianças da sua mãe.

Carlinhos acorda tarde, raramente tira o pijama ou sai do quarto. Gosta de futebol, mas nunca foi a um estádio, já namorou, mas a sua namorada não se dava bem com a sua mãe e resolveu ir embora. Seus pais são funcionários públicos aposentados, dormem em camas e quartos separados a mais de 10 anos e nunca brigaram na sua frente.  

Carlinhos adora a sua cadelinha de estimação, que a mãe trata, chamada Suzy. As vezes ela dorme na sua cama. Brincam e passam muito tempo juntos. Carlinhos também guarda todos os carrinhos que ganhou na infância, tem os álbuns de figurinha STAMP COLOR e PAULISTINHA completos e não deixa ninguém mexer no seu FALCOM. É um menino muito educado, respeitador de pai e mãe, adora suas tias, seus tios, seus avós e raramente fala palavrão, um amor de menino.

 

stereoTIPOS é uma série de textos que criei para retratar alguns perfís. São pessoas que de alguma forma conhecemos, fictícios pero no mucho. É inspirado em ilustrações do cartunista ANGELI na época da revista Chiclete com Banana, não lembro o nome da sessão na revista, mas sei que retratava tipos urbanos da época como o 'DARK', o 'PUNK', alguma coisa assim.

 



Escrito por Chico Scarpini às 18h03
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500 ÍCONES

Illustrator

Arte criada para o Fiat Idea Fixa. Tema sobre o Fiat Cinquecento.



Escrito por Chico Scarpini às 17h53
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JAUAPERI

Ontem passei na minha antiga rua, deu saudade.
Fui atropelado pelo caminhão do passado.
Lembrei dos sons, das cores, dos cheiros, da velocidade e até da temperatura daquele tempo, daquele lugar e daquele tamanho que eu tinha.
Que mundo gigante!
Como eram bonitas as casas, até as mais simples, como eram baixos os muros, como eram largas as calçadas.
Como eram divertidas as nossas tardes, até as mais nubladas, como era grande a nossa turma, como era gigante o nosso sonho.
Hoje é bom, hoje é ruim, hoje é maravilhoso. Mas, só será um caminhão, amanhã.



Escrito por Chico Scarpini às 17h44
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QUE CIDADE EU SOU?

Bamboo+Illustrator

Esta é a arte da capa do single da música 'MIGRANTE'. 

MIGRANTE (Chico Scarpini/Caio Andrade) Convidado especial: Evandro Camperom. Mais músicas do projeto VCSC, aqui.

 



Escrito por Chico Scarpini às 20h58
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MIGRANTE

Qual o nome da cidade, qual o tamanho dela?
São tantas ruas, rios, pontes, casas, favelas

Qual o nome da cidade, onde ninguém te espera?
É tanta gente correndo em direção a panela

Qual o nome da cidade, sou uma cidade bela?
com sorriso e choro, e a boca aberta banguela

Qual o nome da cidade, sozinho a luz de velas
Sou uma saudade louca,  uma saudade eterna

Que cidade eu sou?
quem é que mora nela?

Que cidade eu sou?
sou uma saudade dela

Qual o nome da cidade, qual o tamanho dela?
São tantas ruas, rios, pontes, prédios, sujas vielas

Qual o nome da cidade, espera, eterna espera
Com avalanche no morro e água pela janela

Qual o nome da cidade, quanta fumaça há nela
o escapamento do carro, cigarro e a chaminé

Qual o nome da cidade, o que a cidade é?
O que a cidade virou, o que a cidade quer?
 

Esta é a letra da próxima música que fará parte do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase final de gravação. Conheça o projeto aqui.



Escrito por Chico Scarpini às 11h09
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BATE CARA

Bic+Photoshop

Brasília é a capital federal...

 


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Escrito por Chico Scarpini às 16h56
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ERRARE

Bem vindo ao mundo, 
ser que falha

Por mais falso que você seja, 
seja sempre bem vindo

Falhe a vontade, 
não tenha pressa e nem vergonha de nada

Falhe no cálculo, 
no caráter e na palavra

Falhe na atitude, 
no julgamento ou na passada

Falhe por culpa, 
ou por causa de nada

Falhe na ajuda, 
na cura ou na virada

Falhe na falha, 
falhe o que valha

Falhe no jogo,
falhe pela medalha

Só não falhe da vida dos outros,
esses não valem, da vida, o que se fale


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Escrito por Chico Scarpini às 16h47
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ORAÇÃO

Illustrator

Oração by vcsc

Tô a toa, tô de qualquer jeito

Empurrado pelo vento, dentro um nó no peito

Tento, canto, qualquer tento

Sento pois sinto que demorará

Penso cinza e peço a Deus

Por amor, vem me salvar (bis)


Rezo e morro, falo um palavrão
Cavo um buraco novo, que vai para o Japão

Grito seu nome, rasgo minha roupa e solto os meus cachorros

E peço tudo de novo (bis)

Pois só quero da vida algo que de paz no meu coração

Alguma coisa que transforme a sarjeta em bichinho de estimação

Peço que a noite eu adormeça, um lindo sonho aconteça:

Uma criança chupando o dedão

 

Photoshop

Esta é a arte da capa do single da música 'Oração'. Conheça também o site que apresenta o projeto musical VCSC aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 18h38
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Esta é a mais nova música do projeto VCSC - Música criada a partir do conteúdo deste Blog. 

Giramundo (Só assim vou te entender) by vcsc



Escrito por Chico Scarpini às 18h58
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TEQUIEROS

Illustrator

Esta ilustração, foi criada para ser o logotipo da banda Tequieros, grupo paulista que forma a base do projeto musical VCSC


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Escrito por Chico Scarpini às 20h45
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TORNADO

Tudo, caminhando na velocidade de Darwin
De repente, um sopro
tudo muda de lugar
tudo?

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Escrito por Chico Scarpini às 18h45
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SILVERTAPE

Illustrator+bamboo


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Escrito por Chico Scarpini às 18h55
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CANÇÃO DO AR

Um beijo, um queijo,  é uma rima tão simples (tá no ar)

É só sentir e pegar (sem pensar)
Usar palavras do ar para rimar e montar a canção do tum do meu coração

Num desejo, te vejo (imagens do ar) 
Te sentir sem pegar,  te abraçar sem tocar, te olhar sem piscar, te beijar sem molhar

Com as imagens rimar e montar a canção do tum do meu coração

Ai que saudade do meu amor
Esse balanço é pra você
Com as palavras do ar rimo amor com flor
Pra dar de presente pro meu amor

Ai que saudade do meu amor
Esse balanço é pra você
Com as imagens do ar rimo amor com flor
Pra dar de presente pro meu amor

 

Ouça esta música em www.vcsc.com.br



Escrito por Chico Scarpini às 12h49
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RUÍDO


Bamboo+Illustrator

Esta é a arte da capa do single da música 'Canção do ar'. Dia 25/11/2011 estará diponível para download aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 11h59
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Ó (Corrupto)

Se eu te pego, eu te bato, te capo, te rapo, te faço
te transformo em sapato, te esfolo, te taco no mato
te penduro no laço, te raspo, te racho no taco
te torturo com a pena de baixo do braço

Se eu te pego, te achato, te corto, te rasgo com um caco
te arrebento, te marco, te arco, te ponho no tacho
te enveneno, te espremo, te arranco fiapo a fiapo
te costuro, te esfolo, degolo e do meio te racho

Se eu te pego, quebro em mil pedaços, te amasso, te asso
corto fora seu saco, te queimo, te passo, te escracho

Ó, corrupto, se eu te pego, ó

Ó, corrupto, se eu te pego, ó
Vai dar dó

Esta é a letra da música 'Ó'. Conheça o site do album VCSC aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 15h54
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Ó (Corrupto)

Illustrator

Esta é a arte da capa do single da música 'Ó'. Dia 15/10/2011 estará diponível para download aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 08h54
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GAROA

Eu acordei às quinze pras sete, 

o sol tava lá fora doido pra me esquentar 

Dia bonito, um sonho lindo eu tive até a hora de me levantar

Mas de repente, bem mais que de repente, 

veio a tona aquele amor que já passou, 

aquele amor, que me deixou na lona, eu fiquei triste, 

bem mais que muito triste e o sol apagou


Pintou garoa


Pulei da cama acendi um cigarro, 

olhei pro calendário antes de tomar o meu café, 

Eu já sabia, pois tava marcado, seu aniversário, 

na folhinha da oficina do Zé 

E de repente, bem mais que de repente 

eu me lembrei do mesmo dia, do ano que passou, 

eu tentei disfarçar mas não deu certo lembrar tanta 

alegria, até o meu cachorro chorou


Foi pra garoa


Eu só queria te ligar, 

te desejar mil maravilhas, 

muitas praias e folias , 

te parabenizar

 

Esta é a letra da música 'Garoa'. Conheça o site do album VCSC aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 08h51
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QUINZE PRAS SETE

Illustrator+Bamboo+Photoshop



Escrito por Chico Scarpini às 08h39
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OUVI FALAR

Ouvi falar tantas coisas,
pensei outras tantas,
confundi a cabeça,
comecei tropeçar.

Esqueci o endereço,
me perdi no caminho,
me virando sozinho,
tentei chegar lá.

Quando eu olhava pros lados,
tanta gente passando,
de um canto pro outro,
tentei não trombar.

E assim fui levando,
batendo e apanhando,
arranhado e arranhando,
aprendendo a sambar.

Tentando vários caminhos,
sem saber o destino,
algumas vezes sorrindo,
só caminhando e tentando, tentar chegar lá.

Ouvi falar que vive bem, quem tem muito, muito, muito amor para dar.
Ouvi falar que vive bem, também, muito bem, quem tem muita, muita, muita grana para gastar.

O resto é caminhar.



Escrito por Chico Scarpini às 08h39
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ORA QUE MELHORA

Illustrator


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Escrito por Chico Scarpini às 10h21
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insPIRAÇÃO - Acaso

Que o acaso venha a toa e dê uma nova chance a quem perdoa.


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Escrito por Chico Scarpini às 07h53
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ZINZA

Illustrator+Bamboo+Photoshop


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Escrito por Chico Scarpini às 16h03
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HOJE

Amo hoje como nunca amei na vida.

Ontem, posso até ter gritado, esperneado, chorado. Era amor? Não sei, mas tenho certeza que não era hoje.

Antes de ontem, minha alma pode ter ficado daltônica, meu coração ressecado e minhas lágrimas em carne viva. Era amor? Não sei, mas tenho certeza absoluta que não era hoje.

Semana passada, sobrevivi a explosão de uma supernova, conheci o centro de uma galáxia e cheguei a ficar cego com um quasar. Era amor? Não sei, mas tenho certeza mais do que absoluta, que semana passada, faz muito tempo para um coração que ama hoje, como nunca amou na vida.

(*) Para a mãe do Pedro.



Escrito por Chico Scarpini às 12h16
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GIRAMUNDO

Illustrator+Bamboo


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Escrito por Chico Scarpini às 20h56
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QUANDO A MARÉ VIROU (CONTO SOBRE UM POBRE PAULISTA) - Da série 'Qualquer Conto'

Segunda-feira, cinco da matina, muito trânsito em São Paulo. No meu carro, no lugar do som, um baita buraco no painel, a porta detonada e a lembrança da mãe do filho da puta do arrombado do ladrão que fez aquela merda toda. Que raiva!

Maldita hora que não guardei o carro enquanto estava na casa da Miriam, bem que o seu Cleber avisou:

-Coloca esse carro pra dentro, aqui a barra é pesada meu filho.

-Esquenta não seu Cleber, a barra esta pesada em todo lugar.

Eu sempre guardava o carro, naquele dia, não estava a fim.

-Menino?

-Esse carro é protegido, levei a chave até a Aparecida do Norte, o padre benzeu. Deixa os santos trabalharem, eles estão bem descansados, não vai acontecer nada meu sogro. Vamos assistir o jogo, que já esta começando.

A partir daquele momento, alguma coisa virou. Não sei, parece que o universo começou a me testar: Meu time perdeu, a Miriam ‘encontrou’ um recado de uma amiga do trabalho no meu celular e começou a quebrar um puta pau, a D. Ângela, que sempre me defendeu, ficou do lado dela, o Antonio, cachorro velho e cego, que sempre ficava na boa, começou a latir sem parar da garagem, e o seu Cleber, bem mais chapado que o normal, roncava no sofá feito um porco, feito um porco não, feito um chiqueiro inteiro. Ele sempre ia pra cama quando chapava, desta vez resolveu hibernar na sala. Aquilo era um sinal, eu deveria ter percebido.

A discussão continuou por mais de uma hora e depois de muitos arremessos de sapatos, cinzeiros, porta-retratos e até uma banqueta, a coisa deu uma acalmada. O clima continuou esquisito, mas paramos de ‘falar’ sobre o assunto, fomos dar uma volta na rua, voltamos, começamos a assistir TV. Trégua.

Quando começou a tocar a músiquinha do Fantástico, levantei do sofá, peguei minha carteira e a chave em cima da mesinha da sala e fui com a Míriam para o carro me despedir, quando tive a desagradável surpresa em descobrir o motivo dos latidos do Antonio, a porta do meu carro estava arrombada, o painel detonado e o som, quer dizer, a 'bunda' do som , já era. Fiquei só com a carinha do aparelho, que , no impulso da raiva, espatifei no chão e triturei com os pés enquanto gritava feito um louco: “ladrão filho da puta, vai trocar o meu som por pedra de crack na boca! Tomara que tenha uma overdose!”. Foi foda. Um som novinho, paguei a primeira parcela este mês, tinha mp3, entrada USB, controle remoto e os cambau. Ajeitei o que dava e fui pra casa, acabei nem me despedindo direito da Miriam.

...x...

No caminho, como era hábito, parei no posto do Seu Osmar, pedi ao Zé pra completar, mas a porcaria da chave do tanque resolveu não abrir. Hoje, definitivamente não era o dia, quer dizer, não era a noite. Tentei de tudo, chamamos outros frentistas, alguns clientes, a moça da floricultura, o cara do cachorro quente, o flanelinha... nada. A chave não entrava até o fim, consequentemente não abria porra nenhuma de tanque. Tentamos de todas as formas, com jeitinho, sem jeitinho, no grampo, na bota... nada dava certo. Tive que arrumar um chaveiro, no caso um amigo do primo da noiva do Zé, ‘um cabra muito bom’ segundo ele, 'barato e bom'. Eu não tinha muita opção, o tanque estava na reserva, se não abrisse, não chegaria em casa, estava no meio do caminho.

O cara chegou e foi direto abrir o tanque. Demorou muito pra chegar, umas 2 horas, mas arrumou rapidinho. Disse que algum espírito de porco encheu o buraquinho, onde entra a chave, com palito de dentes. Tive que morrer com R$100,00 pro chaveiro, paguei com a penúltima folha do talão de cheques, nem reclamei, queria ir embora. A gasolina, paguei com a última.

Continuei o meu retorno pra casa, peguei a marginal e fui embora, estava começando a desencanar da porta, do painel, do rádio roubado, do palitinho na tampa do tanque, da grana extra que tive que gastar com o chaveiro, da discussão com a Miriam, estava conseguindo desligar dos assuntos sórdidos, o carro rodava a 100, 110km por hora, tranquilo, de repente, comecei a passar por buracos, do nada, enormes. Eles não estavam ali ontem? Eram uma péssima novidade que tive que engolir, mais uma. Fui reduzindo, reduzindo, o trânsito ficando lento, muito lento, até parar. Parar total mesmo. Cachorro fazendo xixi na roda. Algo muito estranho pra aquele horário, mesmo em São Paulo. Eu estava muito cansado e começando a ficar muito nervoso novamente, agora, por causa do rush em pleno começo de madrugada no meio da marginal. Aquele monte de cratera, aquele monte de gente com cara de bosta e nenhuma explicação, nenhuma notícia no rádio, no caso, no rádio do carro do cara do lado, um bigodudo de camiseta regata branca com furinhos nas costas, que ficava buscando, num volume absurdo, notícias referentes aquele trânsito. Ele olhou pro meu carro e deu risada.

...x...

É engraçado a quantidade de gente que surge de repente, com os mais variados artigos nessas horas de trânsito intenso. A coisa vira uma feira ao ar livre. Mesmo em plena madrugada de domingo pra segunda. É neguinho vendendo amendoim, drops, bala, chocolate, carregador de celular, DVD pirata e um monte de outras tranqueiras. De repente, o céu começou a ficar escuro, um trovão, um raio e os primeiros pingos que logo se transformaram em uma chuva daquelas. Como num passe de mágica, o cara que vendia carregador de celular, passou a vender capa de chuva, o cara do amendoim, agora vendia guarda chuva, um outro, luva de borracha, roupa de borracha, pé de pato, devia ter até submarino. Imagina a cena, marginal parada e cheia de buracos, que após a chuva se transformaram em lagos, um mercado de peixe inteirinho gritando na sua orelha, o painel do carro arrombado, a porta torta, o bolso vazio, e agora o celular.

...x…

Era tarde e precisava ligar em casa para avisar o pessoal sobre a maré de azar que tomou a minha vida nas últimas horas. O pessoal é preocupado, minha mãe já tem a idade avançada, moramos eu, ela e uma irmã mais velha, quer dizer, uma irmã bem mais velha e chata. Mas o celular sumiu, do nada, de repente, sem aviso e justamente no meio daquele caos. Hoje, definitivamente, era o dia de pagar pecado. Se caísse um raio naquela marginal, com certeza seria em cima do meu carro, não iria estranhar, na realidade iria agradecer por não ser diretamente na minha cabeça.

Escutei no rádio do carro do meu, agora amigo, Josemar, a notícia que a marginal teve uma de suas pontes danificadas, mais precisamente a do Limão. Não sabiam ainda o motivo, mas não havia muito o que fazer, o negócio foi esperar. Tudo bem, três horas, quarenta e nove minutos, trinta e cinco, trinta e seis, trinta e sete... segundos na marginal, completamente parada. Uma maravilha! Rolou até uma 'chuvinha' pra refrescar. Viva a natureza, que beleza. O que mais esperar? uma bala perdida!? Só tenho a agradecer. Incrível! Obrigado meu anjo da guarda.

...x…

O sol estava raiando quando a marginal resolveu dar sinal de vida. Até que enfim a ponte estava arrumada. Neste momento, não queria saber de mais nada, nada do rádio roubado, nada da minha família, nada da fome que sentia, da grana, da chave do tanque, do celular, da Miriam, do chefe. Estava apenas contemplando os primeiros momentos da semana, sem resistir ou criticar as provações que me foram reservadas. Acho que ouvi este conselho de algum locutor no rádio do Josemar. Que bela segunda-feira, que bela manhã, que belo sol iluminando todo aquele cocô boiando suavemente junto aos pneus e aos dejetos do rio Tiête. Que aroma, que buquê, que espuma branquinha, que melodia exótica sendo executada pelas máquinas ao redor, que sensação bucólica. Nada mais incomodava, nada mais importava. Na minha mente, o vázio dos que meditam, no meu caso, dos que aprenderam a meditar a fórceps. Um vazio que foi sendo calmamente interrompido por uma dúvida, uma singela, inocente, quase infantil, dúvida: Cocô é palavrão?



Escrito por Chico Scarpini às 15h33
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MULEQUE

Não sabe nada, um anjo sem lar
ta na roubada, foi largado na rua, apimentaram sua boca, zoaram o seu chinelo, fizeram ele chorar
 
Calçada é dura, tempo faz acostumar
Já foi bonito só que socaram sua cara, arrancaram todos os dentes, lhe deram um lindo presente, fizeram um belo colar
 

Nunca teve azas, seu dono mandou cortar
Sem aza e sem casa, esse anjo endiaba, bagunça a calçada e não pede mais nada, quando a barriga ronca, quando a cabeça ronca, quando a alma ronca
E o coração ronca
 
Pega o Exu, atrás do Belzebu, não deixa ele escapar
Tomem muito cuidado que esse moleque é danado
vai querer se vingar
 
Pega o Exu, atrás do Belzebu, não deixa ele escapar
Tomem muito cuidado que esse moleque é danado
Vive pedindo trocado e eu sei que tem um bocado, um bocado do nosso pecado
E remorso pra nos criar

Esta é a letra de uma música  do album VENHA COM SAPATOS CONFORTÁVEIS, em fase de pré-produção. Este Blog esta virando um DISCO e um  SHOW. O audio aqui


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Escrito por Chico Scarpini às 15h01
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MENINO D'ALMA

Corel


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Escrito por Chico Scarpini às 20h13
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CRIANÇA D'ALMA

A criança esta alegre, livre e sorridente,

cara de sapeca, não tem vergonha de nada.

 

Nasceu na cidade do passado,

no país do coração, no planeta d’alma.

 

Corre descalça no quintal da sua casa,

num bairro de periferia, dentro da minha cabeça.

 

Vive brincando e fica com a bochecha vermelha,

quando chamam a sua atenção.


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Escrito por Chico Scarpini às 20h04
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